Jon Jones anuncia aposentadoria no UFC e fala de possível volta

Jon Jones anuncia aposentadoria no UFC e fala de possível volta

Larissa Marques out. 5 10

Quando Jon Jones, ex-campeão da UFC anunciou sua aposentadoria oficial, Dana White, presidente da mesma organização, confirmou a notícia em uma coletiva de imprensa realizada durante UFC BakuBaku, Azerbaijão. O anúncio, feito no dia 21 de junho de 2025, pegou o mundo dos esportes de combate de surpresa, já que Jones, então com 37 anos, havia deixado pistas de um possível adeus nos últimos meses.

Contexto histórico da carreira de Jon Jones

Jones entrou no Octógono profissional em 2008 e, em 2011, aos 23 anos, tornou‑se o campeão mais jovem da história da UFC. Seu reinado na divisão meio‑pesada durou até 2015, quando conquistou 12 defesas de título, recorde ainda imbatível. Em 2018, migrou para a categoria pesada e, em 2020, alcançou o feito de dual champion, ostentando simultaneamente os cintos de peso meio‑pesado e pesado.

Ao longo de 30 lutas profissionais, Jones acumulou 28 vitórias, 1 derrota por desclassificação (contra Daniel Cormier em 2017) e 1 no‑contest (contra Anderson Silva). Seu último combate, em novembro de 2024, terminou em TKO técnico sobre Stipe Miocic, consolidando a supremacia na categoria pesada antes de pendurar as luvas.

Anúncio da aposentadoria e reação da comunidade

Durante a coletiva em Baku, White descreveu Jones como “um dos maiores atletas que este esporte já viu”. Ele ainda alertou que a decisão pode abrir espaço para Tom Aspinall, então campeão interino, assumir o cinturão de peso pesado permanentemente.

“Estou honrado por ter feito parte da jornada de Jon. Ele mudou a forma como treinamos e assistimos ao MMA”, declarou White.

Nas redes sociais, Jones publicou um texto emotivo no X (antigo Twitter), dizendo: “Hoje, anuncio oficialmente minha aposentadoria da UFC. Agradeço a todos que fizeram parte dessa viagem. Desde o primeiro passo no Octógono, meu objetivo foi testar os limites do que é possível neste esporte”.

Possível retorno: declarações nos ESPY Awards

No dia 16 de julho de 2025, durante a cerimônia dos ESPY Awards, Jones apareceu no palco e, em tom quase jocoso, disse: “Eu definitivamente me aposentei… mas sei que todo mundo ama um retorno, certo?”. Ele explicou que uma conversa sobre um possível combate no Washington D.C. com o então ex‑presidente Donald Trump reacendeu sua vontade de lutar novamente.

“Estou muito orgulhoso de ser americano e tenho amigos nas Forças Armadas. Um confronto no Salão Oval seria uma forma de entreter o país e o mundo”, afirmou Jones, deixando claro que a ideia ainda era apenas “uma grande oportunidade”.

Repercussões para o UFC e futuro da divisão pesada

Analistas como Megan Anderson, comentarista da MMA Fighting, sugerem que o retorno de Jones poderia “reconfigurar a hierarquia da pesada”. Ela aponta que a UFC já tem contenders como Ciryl Gane e Francis Ngannou, que poderiam ser revitalizados por um showdown histórico.

Por outro lado, o sindicato dos lutadores alerta para a “saúde em primeiro lugar”, lembrando que Jones admitiu sentir dores constantes: “Tudo dói. Estou mais cansado do que nunca, mas conheço o preço do sucesso”.

Próximos passos: negociações e previsão de volta

Próximos passos: negociações e previsão de volta

Fontes próximas ao presidente da UFC confirmam que “as conversas estão avançando”. Jones declarou: “Estou de volta ao gym, treinando pesado. A equipe está ao meu lado e vamos estar prontos para a oportunidade que surgir”.

Se um acordo for fechado, a data mais provável seria no final de 2025, possivelmente em um evento pay‑per‑view em Las Vegas, onde a UFC costuma organizar as lutas mais esperadas.

Antecedentes e legado

Além dos números impressionantes, a carreira de Jones foi marcada por controvérsias fora do octógono – episódios envolvendo a justiça e a mídia que, apesar de tudo, não apagaram seu brilho dentro da jaula. O legado inclui inovações táticas, como o uso de pacotes de chutes frontais e a eficiente combinação de wrestling e striking.

Com 28 vitórias, um recorde de 12 defesas consecutivas e duas cinturões simultâneos, Jon Jones permanece como um ponto de referência para toda a próxima geração de atletas de MMA.

  • Data da aposentadoria: 21/06/2025
  • Registro profissional: 28‑1‑1 (30 lutas)
  • Campeão mais jovem da UFC: 23 anos (2011)
  • Defesas de título recorde: 12 (peso meio‑pesado)
  • Última vitória: TKO sobre Stipe Miocic (nov/2024)

Perguntas Frequentes

Qual o impacto da aposentadoria de Jon Jones no cenário da UFC?

A saída de Jones deixa um vácuo competitivo na divisão pesada e abre espaço para novos rivais, como Tom Aspinall e Ciryl Gane, disputarem o cinturão. Além disso, a possível volta pode gerar um dos pay‑per‑view mais lucrativos da história da organização.

Por que Jones considerou lutar no Salão Oval?

Ele citou o patriotismo e a oportunidade única de comemorar a nação em um evento que mescla esporte e política. A proposta surge após um convite implícito de Donald Trump, que sugeriu a luta como forma de entretenimento nacional.

Quantas defesas de título Jon Jones possui na divisão meio‑pesada?

Ele detém o recorde com 12 defesas consecutivas, superando o antigo marco de 11 estabelecido por Georges St‑Pierre.

Qual a idade de Jon Jones na data da aposentadoria?

Jon Jones tinha 37 anos quando anunciou a aposentadoria em 21 de junho de 2025.

Existe chance real de Jones voltar a lutar em 2025?

As negociações entre Jones e a UFC estão avançando, e o próprio atleta confirmou que já está treinando. Analistas apontam para um possível combate no final de 2025, possivelmente em Las Vegas.

Comentários (10)
  • Carolina Carvalho
    Carolina Carvalho 5 out 2025

    O anúncio da aposentadoria de Jon Jones pareceu, à primeira vista, um fechamento inevitável de um dos capítulos mais emblemáticos da história do MMA.
    No entanto, ao analisar o contexto de sua trajetória, percebe‑se uma série de fatores que vão muito além de simples idade ou cansaço físico.
    Desde o seu primeiro cinturão aos 23 anos, Jones demonstrou uma capacidade de adaptação que poucos lutadores conseguem reproduzir ao longo de uma década.
    A transição para a categoria pesada, seguida da conquista de títulos simultâneos, consolidou sua posição como um atleta quase mitológico.
    Ao mesmo tempo, a constância de lesões crônicas, especialmente nas articulações, tem gerado um debate silencioso entre treinadores sobre a longevidade de um competidor desse calibre.
    A reação de Dana White, embora respeitosa, não deixa de revelar uma ansiedade estratégica quanto ao futuro da divisão pesada.
    Se Jon realmente se afastar, nomes como Ciryl Gane e Francis Ngannou poderão finalmente ocupar o espaço que ele monopolizou.
    Por outro lado, a sugestão de um possível retorno no Oval, envolvendo figuras políticas, adiciona uma camada de sensacionalismo que pode desvirtuar a pureza esportiva.
    A comunidade de lutadores já sinalizou, por meio do sindicato, que a saúde deve prevalecer sobre o espetáculo, lembrando que a pressão para permanecer no topo pode ser devastadora.
    Ainda assim, a própria declaração de Jones ao treinar novamente indica que a chama competitiva ainda arde, ainda que em ritmo mais cauteloso.
    Existe, portanto, uma tensão entre a narrativa de aposentadoria definitiva e a tendência histórica de grandes atletas retornarem após hiatos forçados.
    Observando casos semelhantes, como o de Georges St‑Pierre, percebe‑se que o retorno pode tanto revigorar quanto comprometer o legado, dependendo da execução.
    No cenário econômico, um combate Jones‑Ngannou poderia gerar recordes de pay‑per‑view, mas também arrisca uma percepção de exploração desmedida.
    Em última análise, a decisão final dependerá de acordos contratuais, avaliação médica e da vontade genuína do próprio atleta de não comprometer seu corpo.
    Enquanto os fãs aguardam, resta acompanhar as próximas conferências de imprensa para entender se a aposentadoria será simbólica ou realmente definitiva.

  • Joseph Deed
    Joseph Deed 15 out 2025

    Jon Jones tirou o tapete com a mesma tranquilidade com que ele costumava desmontar adversários. A mídia se empolgou tanto que parece que esquecem que ele ainda tem 37 anos.

  • Pedro Washington Almeida Junior
    Pedro Washington Almeida Junior 24 out 2025

    É óbvio que o retorno dele será apenas mais um truque de marketing.

  • Marko Mello
    Marko Mello 2 nov 2025

    Caro leitor, devo confessar que a notícia da aposentadoria de Jon Jones provocou em mim uma sensação de vazio inesperado.
    Não é comum que um atleta de tal magnitude decida encerrar a jornada quando ainda ostenta o domínio sobre a divisão pesada.
    Embora eu reconheça a necessidade de preservação física, não posso deixar de sentir que o sport perdeu um de seus pilares estratégicos.
    A menção ao Salão Oval, com sua carga simbólica, parece mais um espetáculo circense do que um verdadeiro combate esportivo.
    Ainda assim, a simples ideia de vê‑lo retornar ao octógono desperta um misto de esperança e de receio entre os seguidores mais antigos.
    É imprescindível, porém, que os negociadores considerem a saúde do atleta antes de transformar o retorno em um mero capricho de público.
    Caso isso aconteça, a rivalidade com Ngannou poderia redefinir a narrativa da categoria por anos vindouros.

  • robson sampaio
    robson sampaio 11 nov 2025

    Olha, a galera toda parece estar hipnotizada pelo hype do retorno, mas eu vejo uma jogada de xadrez corporativo onde a UFC quer inflar números de PPV a qualquer custo. A menção ao Oval não passa de um marketing de guerra, um stunt que misturou política e luta para criar um buzz artificial. Enquanto isso, os verdadeiros contendedores como Ciryl Gane ficam à sombra de um fantasma que já não tem a mesma ferocidade. Não é só sobre quem levanta o cinturão, mas sobre quem tem a capacidade de manter o ritmo sem sacrificar a própria saúde. Portanto, meu ponto é simples: o retorno seria mais um show de luzes do que uma competição legítima.

  • Portal WazzStaff
    Portal WazzStaff 16 nov 2025

    Entendo seu ponto, mesmo que eu ache que esse pessimismo às vezes pega pesado. A gente sabe que a UFC tem interesse nos números, mas também tem que pensar na vida do lutador. Se Jones ainda sente que pode dar o seu melhor, quem somos nós para negar? Mas claro, precisaríamos de garantias médicas pra evitar lesões graves. Juntos, podemos torcer por um retorno que respeite o atleta e o esporte.

  • Anne Princess
    Anne Princess 21 nov 2025

    Jon Jones se aposentou?!!??! Isso é um absurdo, uma piada de mau gosto, um golpe na moral dos verdadeiros fãs, uma afronta ao legado que ele construiu ao longo de quase duas décadas!!!

  • Maria Eduarda Broering Andrade
    Maria Eduarda Broering Andrade 25 nov 2025

    A aposentadoria de Jon Jones pode ser interpretada como o fim de um ciclo existencial dentro do microcosmo das artes marciais.
    Cada lutador, ao encerrar sua jornada, confronta a inevitabilidade da finitude que a própria filosofia já delineou.
    No caso específico de Jones, sua trajetória pode ser vista como uma narrativa heroica que, ao se interromper, deixa um vácuo semântico na cultura do MMA.
    Contudo, a própria noção de “fim” pode ser relativizada quando o atleta comunica um possível retorno, sugerindo que o tempo na arena é cíclico.
    Essa ambiguidade gera um paradoxo: celebra‑se o legado enquanto se pressiona para que ele volte a se provar.
    O debate público, portanto, transcende a mera questão esportiva e adentra o campo da ontologia do desempenho.
    Se a comunidade aceitar essa dualidade, poderá transformar a despedida em um renascimento simbólico.
    Assim, a decisão final de Jones, seja ela definitiva ou temporária, continuará a alimentar reflexões sobre poder, corpo e identidade.

  • Miguel Barreto
    Miguel Barreto 29 nov 2025

    Mesmo que a aposentadoria pareça um choque, vejo oportunidade de crescimento para a nova geração. Cada capítulo fechado abre espaço para novos talentos emergirem e surpreenderem o público.

  • Matteus Slivo
    Matteus Slivo 2 dez 2025

    Em síntese, a história de Jon Jones ilustra como o esporte pode servir de espelho para as contradições humanas. Enquanto aguardamos decisões definitivas, podemos celebrar tanto sua excelência quanto a possibilidade de um futuro retorno responsável.

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