Senado analisa projeto que obriga presos a pagar por manutenção de presídios e amplia Funpen

Senado analisa projeto que obriga presos a pagar por manutenção de presídios e amplia Funpen

Larissa Marques nov. 20 20

O Senado Federal aguarda, desde 18 de junho de 2025, o despacho para votação do Projeto de Lei nº 2994/2025 — uma proposta que, se aprovada, pode mudar radicalmente a lógica do sistema prisional brasileiro. O texto, apresentado pelo próprio Senado, quer que detentos ressarciam parte dos custos de sua manutenção ao Estado. Sim, você leu certo: presos poderiam ter parte de seus salários de trabalho ou bens apreendidos usados para pagar por alimentação, segurança, saúde e até energia elétrica dentro dos presídios. A ideia não é punir mais ainda, mas equilibrar contas públicas — e, ao mesmo tempo, dar sentido ao trabalho na prisão.

Um sistema que custa bilhões e não funciona

O Brasil gasta cerca de R$ 15 bilhões por ano para manter seus presídios, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). E o resultado? Superlotação em 87% das unidades, segundo levantamento de 2024. Em alguns estados, como o Pará e o Maranhão, uma cela de 8m² abriga até 30 pessoas. O Funpen — o Fundo Nacional de Apoio à Assistência Social — hoje destina apenas 15% de seus recursos à infraestrutura prisional. O projeto quer elevar esse percentual para 30%, liberando R$ 1,2 bilhão anuais para reformas, construção de novas unidades e, principalmente, espaços para trabalho.

Isso não é só questão de dinheiro. É questão de humanidade. Um detento que trabalha tem 30% menos chance de reincidir, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) de 2023. Mas hoje, menos de 10% dos presos no Brasil têm acesso a atividades produtivas. Muitos passam o dia inteiro sem fazer nada. O projeto quer mudar isso: obriga a criação de oficinas, cursos e parcerias com empresas privadas dentro dos presídios. Não é caridade. É estratégia.

Por que isso já foi tentado antes — e falhou

A ideia de cobrar dos presos não é nova. Em fevereiro de 2020, o Senado chegou a marcar votação para um projeto semelhante. Mas foi engavetado. A pressão de entidades de direitos humanos, que chamaram a proposta de "pena adicional", e a falta de mecanismos claros para cobrança acabaram derrubando o texto. Agora, o PL 2994/2025 tenta contornar esses erros. Não estabelece valores fixos — isso é intencional. Em vez disso, cria um sistema de cálculo proporcional: quanto o preso ganha com trabalho, quanto tem em conta ou bens, quanto o Estado gasta por detento. O valor a ser ressarcido seria definido por juízes, caso a caso. E só após a condenação definitiva.

"Não se trata de transformar a prisão em uma fábrica de dívidas", explicou em sessão o senador Alvaro Dias, autor do projeto. "É sobre responsabilidade. Se alguém escolhe cometer crime, não pode esperar que a sociedade pague por sua manutenção indefinidamente. Mas também não queremos que ele saia da prisão mais pobre e mais perdido. Por isso, o trabalho é o centro disso tudo."

Como funcionaria na prática?

Como funcionaria na prática?

Imagine um preso que trabalha em uma costura dentro da unidade, ganhando R$ 400 por mês. O Estado gasta, em média, R$ 1.800 por mês com ele — comida, segurança, saúde, água, luz. O projeto permite que até 40% do salário (R$ 160) seja descontado para cobrir parte desse custo. O restante, R$ 240, fica com o detento. Ele pode usar para comprar roupas, alimentos complementares ou poupar para quando sair. Se ele não trabalha? Nada é descontado. A cobrança só ocorre se houver renda.

As parcerias público-privadas também são uma peça-chave. O governo poderia ceder terrenos ou edifícios desativados para empresas construírem e administrarem presídios, com contratos de 15 a 20 anos. Em troca, elas teriam direito a uma parte do ressarcimento. É como um "PPP prisional" — algo já feito com sucesso em países como a Austrália e a Nova Zelândia, onde a reincidência caiu em até 25%.

Reações e riscos

A Associação Brasileira de Magistrados apoia a proposta, mas pede "mecanismos de fiscalização rigorosa". Já a Comissão de Direitos Humanos da OAB alerta: "Não podemos permitir que a prisão vire um negócio de lucro, onde o preso é visto como fonte de receita, não como sujeito de direitos."

Outro risco: e se o preso não tiver nada para pagar? O projeto prevê que, nesses casos, o débito seja suspenso e reavaliado ao longo do cumprimento da pena. Não há prisão por dívida. E o dinheiro arrecadado só pode ser usado para melhorar a própria estrutura prisional — nada de desviar para saúde ou educação.

O que vem a seguir?

O que vem a seguir?

O projeto está parado no Plenário do Senado desde junho. Sem data para votação. Mas a pressão cresce: estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já apresentaram propostas estaduais semelhantes. Se o Senado aprovar, a Câmara terá 90 dias para votar. Caso contrário, o texto morre.

Na prática, isso é uma aposta: se o trabalho na prisão for valorizado, se os recursos forem bem aplicados, e se a cobrança for justa, o sistema pode se tornar mais eficiente — e mais humano. Se não, corre-se o risco de criar um novo tipo de castigo, disfarçado de economia.

Frequently Asked Questions

Quem vai pagar pelos custos da prisão, exatamente?

Apenas presos que tenham renda — seja por trabalho dentro da unidade, bens apreendidos ou depósitos em conta. O valor descontado será proporcional ao que o Estado gasta (em média R$ 1.800/mês) e ao que o detento ganha, com limite de 40% do salário. Quem não trabalha ou não tem recursos não paga nada. A cobrança só ocorre após condenação definitiva e é decidida por juízes.

O Funpen realmente vai aumentar sua verba para presídios?

Sim. O projeto altera a Lei Complementar nº 79/1994 para elevar de 15% para 30% o percentual do Funpen destinado à infraestrutura prisional. Isso significa R$ 1,2 bilhão a mais por ano, só desse fundo, para construção, reforma e manutenção de presídios. O dinheiro não pode ser usado para outros fins — só para melhorar as condições de vida e trabalho dos detentos.

Isso não é uma forma de escravidão moderna?

Não, se for bem aplicado. O projeto exige que o trabalho seja voluntário, remunerado e com direitos trabalhistas básicos — jornada de 6h, descanso semanal, férias e FGTS. O objetivo é evitar que o preso fique ocioso, o que aumenta a violência e a reincidência. Países como Canadá e Alemanha já usam modelos semelhantes com sucesso. O risco está na má gestão, não na ideia em si.

O que acontece se o projeto for aprovado e depois o preso sair e não conseguir emprego?

O débito não é cobrado após a liberação. A proposta prevê que o valor devido seja suspensão enquanto o ex-detento estiver em liberdade condicional. Se ele conseguir emprego, pode optar por quitar a dívida em parcelas. Mas não há cobrança judicial ou bloqueio de documentos. O foco é reinserção, não perseguição.

Por que esse projeto não foi votado ainda?

O Plenário do Senado está com a pauta lotada. O projeto está em "aguardando despacho" desde 18 de junho de 2025. A falta de urgência política e o temor de críticas de direitos humanos adiam a votação. Mas com a crise fiscal dos estados e a alta da violência, a pressão para aprovar algo — mesmo que imperfeito — está crescendo.

Como esse projeto se compara com outras reformas prisionais no mundo?

Na Noruega, presos trabalham em oficinas e recebem salários que cobrem suas despesas, com sobra para poupança. Na Coreia do Sul, 70% dos detentos têm acesso a educação e trabalho. O Brasil, com 800 mil presos e apenas 10% em atividades produtivas, está em outro extremo. Esse projeto tenta aproximar o país desses modelos — sem copiá-los. A diferença é que aqui o ressarcimento é obrigatório, não opcional.

Comentários (20)
  • Joseph Etuk
    Joseph Etuk 21 nov 2025

    Se o preso não tem nada, o Estado paga. Se tem, ele paga. Simples assim.

  • Cleyton Keller
    Cleyton Keller 22 nov 2025

    Essa proposta é uma tentativa de humanizar o sistema prisional disfarçada de contabilidade. A prisão não é um empreendimento, é um contrato social quebrado. Cobrar do preso é como cobrar do doente por usar o hospital - só que aqui, o doente foi condenado por um sistema que falhou antes dele entrar na cela. O trabalho é essencial, mas não como mecanismo de ressarcimento. Como instrumento de reconstrução. O dinheiro arrecadado deveria ser um bônus, não um débito. E se o preso não tem família, não tem bens, não tem salário? Ele vira um fantasma da dívida. Isso não é justiça. É esquecimento com conta corrente.

  • jhones mendes silva costa
    jhones mendes silva costa 23 nov 2025

    É importante lembrar que o trabalho na prisão, quando bem estruturado, reduz a reincidência em até 30%. Isso é um fato comprovado por estudos da FGV. O foco deve ser na reinserção, não na punição financeira. A proposta tem potencial, mas precisa de um controle rígido para evitar abusos. A transparência na aplicação dos recursos é essencial. Se o dinheiro for usado só para melhorar as condições, isso pode ser um passo histórico. Mas se virar um fundo secreto, tudo vira um circo.

  • Mara Pedroso
    Mara Pedroso 23 nov 2025

    Claro, agora os presos vão pagar a conta... enquanto os políticos que roubaram bilhões vão de férias na Europa. Esse projeto foi escrito por alguém que nunca viu uma cela de verdade. O que vai acontecer quando o preso que trabalha na costura ganha R$ 400 e o diretor da penitenciária ganha R$ 40 mil? A cobrança é proporcional? Ou só os pobres pagam? E se o preso é inocente e está lá por erro? Vai ter um boleto pra ele pagar por 5 anos de prisão errada? Isso é fascismo com planilha.

  • Guilherme Barbosa
    Guilherme Barbosa 25 nov 2025

    Isso é o começo. Primeiro eles cobram dos presos. Depois vão cobrar dos pobres por usar a estrada. Depois vão cobrar por respirar ar puro. E depois? Vão vender as celas pra empresa privada? O que você acha que vai acontecer quando uma empresa começar a lucrar com a miséria humana? Eles vão reduzir comida, aumentar a lotação, cortar saúde. E o preso? Vai virar uma máquina de gerar lucro. Isso não é reforma. É o fim da humanidade disfarçado de lei.

  • Victor Degan
    Victor Degan 26 nov 2025

    Mano, isso pode ser o melhor que já aconteceu pra prisão no Brasil! Se o preso trabalha e ganha, ele tá aprendendo uma profissão, tá se sentindo útil, tá evitando a violência dentro da cela. E o dinheiro? Vai direto pra reformar a merda que tá aí. Não é cobrar pra punir, é cobrar pra transformar. A gente tá cansado de ver prisão como depósito de gente. Se o cara quer sair da vida criminosa, ele precisa de estrutura, não de desespero. E se ele não tem grana? Aí não paga. Ponto. Não é maldade, é lógica. O sistema tá falindo, e isso é uma saída real. Quem é contra isso tá protegendo o caos.

  • Fabrício Cavalcante Mota
    Fabrício Cavalcante Mota 27 nov 2025

    Brasil é um país de bandido que vira vítima. Enquanto os cidadãos honestos pagam imposto e não têm segurança, o preso vai ter direito a TV, internet, e agora ainda vai ser pago pra trabalhar? E o Estado tem que pagar pra ele comer? Não. O preso não é um cliente. É um criminoso. Se ele quer comer, que trabalhe. E se ele não quer? Que fique com fome. A sociedade não tem obrigação de sustentar quem escolheu destruir. Essa lei é fraca. Deveria ser: tudo que ele ganha, vai pro Estado. Ponto final.

  • Paula Beatriz Pereira da Rosa
    Paula Beatriz Pereira da Rosa 27 nov 2025

    eu não acho que isso vai funcionar

  • Dárcy Oliveira
    Dárcy Oliveira 28 nov 2025

    Guilherme, você tá falando como se a prisão fosse um campo de concentração. Mas o que você acha que acontece quando o preso sai e não tem nada? Ele volta pra vida criminosa. O trabalho não é um castigo, é uma ponte. E o dinheiro que o Estado gasta? Ele tá sendo gasto com segurança, comida, remédio - coisas que o preso precisa. Se ele contribui, isso não tira a dignidade dele, dá mais. O problema não é cobrar, é não ter transparência. Se o dinheiro for usado só pra melhorar, isso é justo. Se for pra pagar salário de diretor, aí sim é corrupção.

  • Leandro Eduardo Moreira Junior
    Leandro Eduardo Moreira Junior 28 nov 2025

    De acordo com a Lei Complementar nº 79/1994, a alteração proposta no PL 2994/2025 viola o princípio da proporcionalidade, uma vez que a cobrança de custeio prisional, mesmo que proporcional, configura uma forma de sanção acessória não prevista no Código Penal, contrariando o art. 5º, XLV, da Constituição Federal. Além disso, a ausência de um marco regulatório nacional para a avaliação de capacidade contributiva individual fere o princípio da isonomia, ao estabelecer critérios subjetivos de decisão judicial sem parâmetros objetivos. O Fundo Penitenciário Nacional, por sua vez, não é um fundo de capitalização, mas um instrumento de assistência social, cuja finalidade constitucional é a promoção da dignidade humana - não a geração de receita. Portanto, a proposta é inconstitucional, imoral e tecnicamente inviável.

  • diana cunha
    diana cunha 29 nov 2025

    se o preso não tem dinheiro, ele não paga. mas se ele tem, por que o estado tem que bancar tudo? isso é justo? eu acho que sim. e se o dinheiro for usado só pra melhorar? então tá tudo certo. mas se for pra comprar carro do diretor? aí é outro negócio. mas isso é problema de corrupção, não da ideia.

  • Luciana Silva do Prado
    Luciana Silva do Prado 30 nov 2025

    É claro que isso vai funcionar. Toda vez que a sociedade tenta ser racional, os direitos humanos aparecem com o discurso de vítima. O preso não é um ser humano digno? Então por que ele tem direito a TV, internet, três refeições e um salário, enquanto o cidadão que paga imposto vive na miséria? A lógica é perversa. E o pior: isso vai criar uma nova classe de privilegiados - os presos que trabalham. E os que não trabalham? Vão virar os pobres da prisão. Isso não é justiça. É hierarquia disfarçada de reforma. E aí, quem vai fiscalizar? O mesmo sistema corrupto que permite que 87% das celas estejam superlotadas? Não, obrigada. A solução não é cobrar o preso. A solução é tirar o poder dos políticos e das empresas que lucram com a prisão.

  • Maria Eduarda
    Maria Eduarda 30 nov 2025

    eu acho que o projeto é bom mas tem que ter cuidado com o que fazem com o dinheiro. se for pra reforma, tudo bem. se for pra pagar salário de diretor, aí é merda. e se o preso não tem nada? ele n paga. ponto. mas se ele trabalha e ganha, ele pode ajudar. isso n é escravidão, é responsabilidade. e se ele sai e n consegue emprego? a dívida é suspensa. isso é justo. mas o sistema precisa ser transparente. tipo, mostrar onde o dinheiro foi. senão vira um ralo.

  • MARIA MORALES
    MARIA MORALES 30 nov 2025

    Essa proposta é a encarnação da lógica neoliberal aplicada ao corpo do oprimido. A prisão não é um problema de custo - é um problema de poder. O Estado não quer reformar o sistema. Ele quer transferir o custo da violência estrutural para os corpos que ele próprio produziu. O trabalho na prisão, quando não é voluntário, é escravidão. Quando é remunerado, é exploração disfarçada. E o dinheiro? Vai para a mesma máquina que falhou. Ninguém quer olhar para a origem: por que tantos jovens negros e pobres estão aqui? Por que a escola falhou? Por que a saúde mental foi ignorada? Cobrar o preso é desviar o olhar. É a violência se vestindo de contabilidade.

  • Lucas Yanik
    Lucas Yanik 30 nov 2025

    se eles querem que o preso pague que pague mas nao pode ser mais de 40 por cento e tem que ser só se ele tiver trabalho e o dinheiro tem que ir só pra prisão e se ele não tiver nada n paga e se o governo gastar mal aí é problema deles

  • Rodrigo Fachiani
    Rodrigo Fachiani 1 dez 2025

    Eu não quero nem saber se isso é justo ou não. O que eu quero é que o preso pare de ser um fardo. O Estado gasta R$ 1.800 por mês com ele? Então ele que pague. Não é caridade. É equilíbrio. E se ele não tem dinheiro? Que fique com fome. A sociedade não é uma mãe que alimenta quem escolheu ser ladrão. A prisão não é hotel. É punição. E se esse projeto passar, eu vou aplaudir. Porque finalmente alguém teve coragem de dizer: você escolheu. Agora pague. Não é cruel. É lógico. E se alguém chamar isso de fascismo? Então que eles paguem a conta dos presos. Com o próprio dinheiro. Do bolso deles.

  • Regina Queiroz
    Regina Queiroz 2 dez 2025

    ah sim claro, porque os presos são os únicos que não merecem ajuda, né? enquanto o governo gasta bilhão com estádio e salário de político, o preso que trabalha tem que pagar a conta? que lógica é essa? e se ele tiver filhos? e se ele for o único sustento da família? e se ele for inocente? e se o sistema for corrupto e o dinheiro sumir? aí a gente vai dizer que o preso é que tá errado? que porra é essa?

  • Wanderson Rodrigues Nunes
    Wanderson Rodrigues Nunes 3 dez 2025

    Na Noruega, o preso trabalha, ganha salário, tem acesso à educação e sai com mais chances de se reinserir. Aqui, a gente quer cobrar dele por usar o banheiro? Isso não é reforma. É regressão. O modelo europeu não é perfeito, mas ele olha pra pessoa. Aqui, a gente olha pra conta. E aí a gente se esquece que por trás de cada preso tem uma história, uma família, uma falha do sistema. O trabalho é bom. O ressarcimento proporcional é inteligente. Mas só funciona se o Estado for honesto. E aqui? A gente sabe como isso termina. O dinheiro some. O preso fica com fome. E a gente continua achando que o problema é ele, e não o sistema.

  • Valdir Costa
    Valdir Costa 4 dez 2025

    isso é uma porcaria e todo mundo sabe. o preso vai trabalhar e ganhar 400 mas o estado gasta 1800? entao ele vai pagar 160? e o resto? o que o estado faz com os outros 1640? se ele n tem nada ele n paga? entao porque criar essa regra? se ele tiver dinheiro ele paga? entao porque nao pega o dinheiro dele antes de prender? isso é confuso e falso. e se o dinheiro for usado pra pagar o diretor? aí o preso ainda paga e o corrupto fica rico. isso é uma farsa. e se o preso for inocente? ele vai ter que pagar por 5 anos de prisão errada? não. isso é um crime. e não é reforma. é roubo.

  • Paulo Fernando Ortega Boschi Filho
    Paulo Fernando Ortega Boschi Filho 6 dez 2025

    Essa proposta, embora aparentemente bem-intencionada, apresenta múltiplas falhas estruturais: a primeira, a ambiguidade conceitual entre ressarcimento e punição; a segunda, a inexistência de um mecanismo de revisão periódica do débito, o que viola o princípio da razoabilidade; a terceira, a falta de definição clara sobre a natureza jurídica do débito - se é tributário, civil ou administrativo - o que gera insegurança jurídica. Além disso, a vinculação dos recursos ao Funpen, embora positiva, não garante efetividade sem um órgão fiscalizador independente. Por fim, a possibilidade de cobrança após a condenação definitiva, embora tecnicamente correta, ignora o direito à dignidade humana como princípio absoluto. Logo, a proposta é formalmente válida, mas materialmente inconstitucional.

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